What explains the return of the Shares?

The answer is: expansion and multiple contraction, growth in earnings and dividends.

The study of John Bogle on the American market, que calculou o retorno anualizado em cada década desde os anos 1900, mostra que existe uma tendência de longo prazo de reversão à média das métricas de preço/lucro, ou outras métricas que medem a relação do preço por alguma forma de retorno. Vale notar que essas métricas não se equilibram na média, mas passam pela média aumentando e diminuindo de acordo com as expectativas dos participantes do mercado em relação ao futuro. Outro ponto interessante é a importância dos dividendos na composição dos retornos de longo prazo.

Quando dizemos em nossa filosofia que “compramos GRUPOS de empresas LUCRATIVAS e de preferência boas pagadoras de DIVIDENDOS” estamos usando os fatores demonstrados no gráfico abaixo a nosso favor. O conceito de GRUPO ou CESTA de ativos é extremamente importante, e como compramos o GRUPO de empresas LUCRATIVAS mais baratas (cujos múltiplos estejam contraídos em relação à média) usamos o efeito de reversão à média a nosso favor.

Reversão a média

Se quisermos comprar lucros com desconto, precisamos saber qual preço podemos pagar. É importante notar que muitos gestores de investimento gastam muito tempo analisando cenários, questões estratégicas da companhia, qualidade do management, capacidade de inovação, mas esquecem que se não pagarem o preço certo pelas ações serão sócios de excelentes companhias, mas podem estar fazendo um péssimo investimento. O preço pago pelo ativo é a variável que determinará o retorno futuro. Se, for example, um analista do setor imobiliário tem convicção de que o preço do metro quadrado na Avenida Faria Lima continuará subindo, mas fizer um investimento pagando um preço já muito alto, ele pode estar certo sobre sua tese, embora possa não realizar lucro. O mesmo acontece no mercado de ações. Podemos encontrar empresas exemplares, com management alinhado, fabricando produtos líderes em seus segmentos, com receitas e lucros crescentes, market share dominante, entre outros fatores, mas se pagarmos o preço excessivo pelas ações, essa ótima empresa poderá se tornar um péssimo investimento.

A precificação das ações em bolsas de valores funciona, matematicamente, como um sistema de páreo de cavalos. Se um número grande de investidores investe na mesma ação, o retorno esperado diminui, mesmo que se tenha confiança sobre as qualidades da empresa. Vale lembrar o que já mencionamos antes: os investidores, por causa dos vieses de comportamento, têm uma tendência grande de provocar exageros nos preços de ativos “da moda” e dar desconto em excesso para ativos com problemas.

O que o Value Investment e o Behavioral Finance mostram é que se um investidor conseguir comprar uma cesta de empresas lucrativas, que estejam sendo negociadas com desconto e reavaliar esse portfólio de forma disciplinada, ele tem grande chance de produzir resultados excelentes ao longo do tempo. O trabalho do analista e gestor deve ser evitar os Value Traps, ou empresas baratas que merecem estar baratas por razões diversas como: empresas que possuem produtos obsoletos; empresas que não conseguiram renovar uma patente importante, ou perderam uma concessão; empresas que tenham fraudado seus balanços, entre outras razões.

Existem diversas comprovações na literatura acadêmica e na vida real mostrando que estratégias como essa produzem bons resultados ao longo do tempo. Porém, percebemos nas nossas pesquisas e até em conversas com pessoas como Bruce Greenwald e Aswath Damodaran que estratégias baseadas em princípios simples como essa não são muito utilizadas por limitações impostas por nós mesmos, com base em nossos vieses de comportamento. É difícil para a maioria dos experts do mercado aceitar que uma estratégia com princípios simples seja capaz de outperformar fundos geridos por empresas com dezenas de analistas. Não é incomum perceber que os melhores investidores que seguem esse tipo de approach tanto nos EUA como no Brasil são investidores pessoas físicas e não instituições financeiras, pois para o primeiro grupo não há necessidade de se contar histórias bonitas e justificar seus salários.